quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Uma realidade que se mistura com um sonho que se mistura com um balde de merda!

Uma criança gritava. E eu ignorava no meu belo sono. Não morava com nenhuma criança. Então: Foda-se! Mas eis que ela entra no meu quarto chamando-me de papai e gritando mamãe. Olhei para o meu lado e lá estava a "mamãe". Bem, aquilo me assustou pra caralho. Meu braço estava cheio de tatuagens e tudo mais. E a mamãe era linda. Nossa! Já tinha passeado com ela algumas vezes, mas não me lembr de ter perdido tanta coisa.
A criança se sentou no nosso meio.

- Mamãe, canta uma canção para eu dormir? Estou com medo!

Porra, isso era tão cliche, mas tão lindo que me comoveu.

- Só se o seu pai deixar. Ele não costuma gostar de música para dormir.

- Pode, papai?

-Claro, foi o que eu respondi.

E a mamãe me beijo. Foi um beijo de total amor e felicidade. Com tesão e todas as coisas que cabem em um único beijo.

E como se estivesse uma pequena caixa de som dentro da boca dela, ela comçou a cantar Belchior. PORRA, poucas pessoas sabem desse meu gosto. E ela cantava para a criança que adormecia. E eu ficava encantado com aquilo. Mas ao mesmo tempo me transtornou. Que diabos está acontecendo aqui?
Como me casei?
Como tive filha?
Como estou aqui, vivo ainda?
O que diabos anda acontecendo aqui? QUE DIABOS???

Fui para a cozinha, a mulher ficou sem entender. Mas fui.
Procurei um cigarro, e nada. Nem isqueiro, nem nada. Será que eu não fumo mais? Procurei alguma dose de algo bem forte para acordar. Advinha? Nada novamente. Porra,QUE DIABOS ESTÀ ACONTECENDO AQUI?

A mulher chega perto de mim, com um pijama ENLOUQUECEDOR!

- O que houve contigo? Ela perguntou.
- Nada, nada mesmo.
- Você está estranho.
- É a falta de sono, só isso.
- Mas você não sofre de insônia.
- Bem, não mais, sei lá. Não me lembro de muita coisa.
- Vamos dormir, talvez amanhã você melhore.

Concordei, e fui dormir. Antes, fizemos um bom sexo no sofá. Coisa de filme pornográfico. Rolando de tudo. Muito sinistro. E depois dormimos.


Acordei e... queria que aquilo tudo fosse real. Mas não era. Apenas fiquei com meus cigarros, cervejas e alguns canudos velhos. É, a vida real muitas vezes é um balde de merda.

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