sábado, 24 de setembro de 2011

E eu apenas queria dormir. Apenas.

Eu sou a bomba do mundo, é isso que eu penso enquanto deito para mais um pesadelo. Os cachorros e gatos estão brigando o tempo todo, como aqueles dois povos lá longe. Bem, não quero saber sobre tudo, o tudo não me importa. Quero apenas um vasilha cheia de conhecimento. Queria também apagar todos os sentimentos "rotineiros", apenas deixar os imutáveis. Aqueles que fazem a gente perder totalmente a vergonha ou noção de certas coisas. Como por exemplo, levar flores numa segunda feira chuvosa, ou numa sexta, ou sei lá, tanto faz, o dia não é importante. Mas e o que importa de verdade?
Tomo o terceiro remédio, e o sono ainda não vem. Ou talvez o medo não faça com que o sonho venha. Fico aqui, mexendo em meus livros e escritos particulares. São tudo lixo, menos os livros que são dos melhores. Bukowski, Kerouac, Pessoa e tudo mais. MEus escritos me dão ansia de vômito muito das vezes. Não por serem ruim em sua totalidade. Mas os sentimentos que eles me fazem ter é algo que NUNCA conseguirei descrever.
Fico lembrando do meu passado, do sorriso e das risadas em frente a igreja. Nossa, aquilo não era um inferno pra mim. Mesmo sendo ateu, me sentia bem. Afinal, seu sorriso era impagável. Lembro de um monte de coisa, e hoje só me resta lembrar mesmo.

Pego no sono, e o pesadelo pega em mim. Essa é a minha tortura diária.

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