Eu estava cada vez mais envolvido com as minhas escritas! Tinha abandonado totalmente as ficções e estava apenas escrevendo minhas coisas. Coisas chatas, muitas das vezes. E nem me importava. Não escrevia para o público ou crítica. Escrevia apenas para não enlouquecer. Como disse Bukowski "Essas palavras que escrevo, me salvam da completa loucura". E é exatamente isso, eu estou ficando cada vez mais louco. Ficando sem saber o que falar, sem saber o que fazer. Estou ficando cada vez mais louco, cada vez mais sem ação. Todos os meus planos são furados por mim mesmo. É como se eu, em algum lugar do tempo, ficasse me boicotando! Meus sonhos, os sonhos de verdade, estão longe. Em outro bairro. E fico imaginando que tipo de coisa ele esteja fazendo. Estudando, rindo, chorando, ou se está com frio ou fome. Bem, eu poderia esquentá-la, poderia alimentá-la com o meu amor. Ou quase isso, sei lá. Eu sei que a putaria me rendeu boas histórias, as drogas me renderam boas experiências, o álcool, bem, esse rendeu amigos e diversas histórias engraçadas e ÚNICAS! Eu tenho vinte e um anos, sou novo como um bebê ainda, mas conheço muito mais coisas que qualquer um aqui. E vivi muito mais coisas TAMBÉM. Mas nada me marcou tanto como as mulheres. As mulheres e essas essências especiais me marcaram de uma maneira ÚNICA! Lembro-me de cada perfume, de cada detalhe, de cada pele... E de cada foda, é claro. Algumas mulheres não precisavam foder comigo para me fazer gozar. Essas são as que eu mais me lembro. Mas as que me faziam gozar fodendo, eu me lembro também. Lembro de tudo. Para alguma dessas pessoas, eu deveria pedir desculpas. Sim, fui grande filho da puta na maioria das vezes. Mas isso era uma tentativa incansável de encontrar o meu amor. De encontrar a felicidade imutável. Na realidade, era a procura pelo sentido da vida. Acredito que o real sentido é o amor. O amor verdadeiro e único. Que nos fazem chorar e nos acalmam. Bem, eu encontrei esse amor. É o meu sonho. E encontrei milhares de “quase-amor”. Eu não sou completo por não estar ao lado do amor. E de nenhum “quase-amor”, se bem que não quero “quase-amor”, quero o AMOR! Eu estou sozinho. Bêbado e sem drogas. A vida perdeu um pouco de sentido. Estou estudando e trabalhando. Vivendo uma vida tediosa. Querendo encontrar verdades para me sentir bem no meio dessa mentira toda.
Penso, penso e penso em ligar para o amor. Saber de seus traumas e suas felicidades. Bem, eu quero saber dos traumas, mas quero saber ainda mais de suas felicidades. Quero ser, sua felicidade.
O dia já é quase noite, e ainda tenho que correr atrás de algumas caixas de benflogin.
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